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Doces Amargos
Ransés Stratico
terça-feira, 12 de junho de 2018
Na vida, podemos encontrar várias casas onde nossos corações podem repousar em paz. Porém, nenhuma delas será 'completamente' perfeita, como aquela casa parecia para mim. Era como se tudo houvesse sido planejado para saciar nossa vontade, de minha irmã e minha própria.
_ Pela segunda vez, eu tinha uma casa e já não mais estava nas mãos do maldoso vendedor de animais abandonados. Se me dissesse que estou sendo dramático ou exagerado, não poderia lhe julgar como insensível; afinal, estas seriam as palavras da inocência de quem não viveu no terror daquela época em que a ganância por detrás do falso pretexto de manter um prato de comida à sua mesa era visível.
_ Andamos lentamente pela rua, acompanhando os sorridentes pais, que pareciam estar mais satisfeitos do que poderia esperar; principalmente quando nos olhavam com seus rostos acolhedores.
_ Por vezes, falavam de seu desejo mais profundo de que a casa onde moravam nos agradasse, como se pudesse ser pior do que compartilhar um porão com ratos e crianças famintas que brigavam como gladiadores para roubar comida dos menores; o que por vezes acabava em fatalidade.
_ Tudo o que percorria minha mente neste momento, era uma questão, cuja resposta não estava ao meu alcance. Mas, ao olhar o rosto tímido de minha irmã, que camuflava uma gratidão que somente eu conseguiria ver - eu e, talvez, a senhorita -, consegui tomar coragem para me permitir deixar escapar em voz alta, apenas um pouco mais que um sussurro.
- Dentre todas as crianças, não éramos os mais fortes, nem os de melhor aparência e, muito menos, os melhor dotados de inteligência; então, quais os critérios que usaram para nos selecionar dentre os outros?
- Fala como tivéssemos comprado novos animais de estimação. - Ela sorriu e, mais uma vez, soou como se achasse graça, embora estivesse claro em meu tom de voz, que eu não estava apenas brincando. - Eu não os 'comprei', como está pensando. Não joguei dinheiro fora em dois pequenos e inofensivos cachorros, que me fariam companhia em minha solidão. Eu vi algo nos olhos de vocês, além da coragem para enfrentar qualquer um sem pensar nas consequências para proteger o outro, algo além das características de um desportista ou de um modelo de estátuas. Isto seria tratar como banalidade o que realmente importa. O que eu vi foi algo além do que vocês mesmos poderiam ver dentro de si, mas que poderão descobrir por si mesmos em breve, meu pequeno curioso.
_ Diferente de como soaria das bocas desdenhosas de outras pessoas, a palavra 'curioso' saiu de forma doce e orgulhoso e me fez acreditar ser um elogio e me calou em rubor vergonhoso acompanhado de um sentimento acolhedor vindo do olhar gentil dela, o que me fez notar, pela primeira vez, uma cicatriz, quase uma tatuagem, em sua testa.
_ Nossa primeira parada foi em uma loja de mantimentos, onde fomos tratados com compreensível arrogância, pois não bastaria mais que uma olhada para reparar em nossas vestes encardidas e cabelos desgranhentos.
- Adrian, meu filho, por favor, não se acanhe, pegue os doces que tem vontade. - Pulei de susto ao ouvir estas palavras; pois esperava algo como 'Espere lá fora' ou 'Não mexa em nada' - Oras, vamos, não queremos perder o dia todo, não é mesmo?
_ Nosso 'pai' agora puxava Giovanna com força, mas delicadeza, colocando-a sobre seus ombros, fazendo-a rir em gargalhadas sinceras. Não pareciam ter nos conhecidos naquele momento e os favorito de cada um já estava pré-estabelecido.
_ Esta foi a primeira vez que me lembro de realmente sentir uma afeição familiar por aquelas pessoas, até então estranhas e me encontrei perdido em pensamentos de um futuro promissor. Meu corpo estremeceu com um toque quente e só descobri o motivo quando pude voltar do transe e notar um forte abraço que me mantinha agora com os pés no chão.
- Não se preocupe com nada por ora. - O cheiro forte de suor que saía de nossos corpos não pareceu incomodar ao casal. - Seu único dever é sobre o que levar para casa.
_ Percorri as prateleiras cabisbaixo, perseguido pelos olhares abismados pelos presentes, desde o dono aos clientes fofoqueiros, mas tratei de pegar algumas das coisas que nunca comi, mas vira as outras crianças comendo com satisfação. Minha parte se resumia a alguns biscoitos caseiros e jujubas; enquanto a de minha irmã ela mal poderia carregar, já que quem se encarregou de pegar foi o brutamontes, que apontava e sorria para cima, esperando o sinal afirmativo, como se fosse uma ordem, respondendo com 'sim, senhorita'.
_ A hora de pagar foi a mai difícil para mim, coloquei o punhado de mercadoria que me foi encabido de escolher e o tinha feito a dedo, para não parecer exigente ou abusivo da liberdade, ainda mais na presença de toda atenção que isto estava trazendo para nós, o que não parecia estar chateando a Giovanna. Talvez por ter seu protetor tão próximo dela, como um cavalo imponente de guerra a carregando para batalha sem pestanejar; pronto para defendê-la.
- O que?! Tudo isto para estes dois? - Perguntou o dono inescrupuloso da venda, encarando com visível nojo de quem já nos vira na venda de crianças capturadas.
Desta vez, pela primeira vez, ouvi uma frase dolorosamente séria da montaria corpulenta.
- O que compramos ou para quem não faz diferença a você, uma vez que dinheiro esteja... - mas foi interrompido com uma mão sobreposta em sua cabeça, que o acalmou e o fez se recompor.
- Estes dois, como o senhor fala, não são menos importantes para o senhor. - Soou a suave voz por sua vez. - Afinal de contas, foram eles quem pagaram sua comida do mês; e não as carentes famílias de sua redondeza que vem pelo mais barato e comum. Não gostaria de ser rude; então, por favor, não o faça por merecer.
_ Estas palavras marcaram o homem ainda mais profundo, na alma. Era quase uma dor física que ele não poderia conter se não pela amargura de sua vergonha atual diante dos olhares zombadores dos presentes.
_ Eu não tive vontade de rir, estava igualmente envergonhado por fazer parte daquele alvoroço e ser a causa de toda a confusão. Tinha medo que tudo fosse um equívoco e que voltássemos para o nosso comerciante, nada além de uma peça pregada para deleite de todos.
_ Assim como começou, a bagunça cessou; tão repentino quanto as brincadeiras voltaram entre os dois logo atrás. Eu estava andando em passos apressados, tentando acompanhar os da guardiã, intercalando minha atenção entre meus pés e os dela, até que suas mãos deslizaram em meus cabelos e ela se abaixou para sussurrar em meu ouvido.
- Vamos apostar uma corrida? - Remexeu os olhos, indicando os dois atrás, seguida de risinhos baixos do gigante, que se apressou e correu na frente. - O primeiro a chegar é um bobão.
_ Ele parou e Giovanna teria caído, se não fosse ele segurá-la no colo, olhando com uma cara desgostosa para trás como se tivesse ouvido a segunda parte da frase, o que não seria possível pela distância, enquanto nós dois ríamos em gargalhadas. E assim, continuaram as brincadeiras por todo o caminho da casa.
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A Venda de Inocentes
Ransés Stratico
segunda-feira, 11 de junho de 2018
Gostaria de te alarmar sobre a desnecessidade em ler minha história; afinal, o que poderia adicionar à sua vida a tediosa narrativa de um Salubri, ou uma Abominação Demoníaca?
_ Minha maldição começa muito antes de eu ter discernimento para compreender onde eu estava me metendo, como se eu tivesse alguma opção ou pudesse opinar quanto ao meu futuro.
_ Na época, eu era inocente e trazia comigo um amor incondicional por uma pequena garota de cabelos tão negros quanto os meus e olhos igualmente castanhos, coisas pequenas que nos tornava semelhantes e incrivelmente familiar.
_ Sangue? Seria algo muito complexo para realmente importar para nós dois; afinal, quem seria mais ideal para ser chamada de irmã se não uma pessoa que estava passando pelo mesmo mal que eu me assolava? Várias pessoas passavam por nós e nos observavam, nos encaravam e, em alguns casos chegavam a nos tocar, verificando nossas mãos, traços e força, o que não era tão desenvolvidos devido à baixa idade e também a precária alimentação que nos era fornecida.
_ Tudo o que me lembro de meus pais é tão perturbador que talvez fosse melhor se eu pudesse esquecer, mas não conseguiria, já que é a única coisa que me mantém ligado àquelas pessoas que até então me deram tanto carinho. A doença que os enterrou não é um tema que pretendo prolongar e deixar a história ainda mais trágica.
_ Este cenário abusivo e incômodo me acompanhou por longos e mentalmente exaustivos dois anos, até que um casal de uma erudição e postura incomum. Nunca vi uma aura tão puramente bondosa como daquela dupla excêntrica.
_ A mulher, em um elegante vestido azul claro, mas não algo extravagante como estava acostumado a ver nas donzelas que passavam por nós, uma maquiagem quase inexistente, o que deixava à mostra as suas linhas angelicais. Enquanto o homem, corpulento e espaçoso, parecia um caçador, se não pelas vestes igualmente refinado. Panos que eu nunca poderia sentir em minha pele naquela situação.
_ A primeira e única característica em todas as crianças que ela se deu ao trabalho de verificar foram os olhos, com um toque gentil nos pequenos rostos com sua mão macia e um olhar profundo, quase invasivo, que parecia nos penetrar o mais fundo da alma, como se pudesse entender todos nossos sentimentos e, de alguma forma, verificar nosso futuro.
_ Seu rosto entristeceu ao tocar o rosto de minha irmã, como se nem precisasse olhar em seu rosto para saber o que ela havia passado, algo que nem mesmo a mim havia confessado e, pela primeira vez, vi lágrimas no rosto da menina, que se mostrava muito forte e me consolava nas minhas noites de terríveis pesadelos.
- Perdoe-me. - Disse, entrando na frente da minha irmã sentindo que, pela primeira vez, era eu quem deveria intervir por ela. Não tinha muita educação acadêmica, mas fui instruído o suficiente, para saber que a má educação com os clientes poderia resultar em alguns castigos e algumas chibatadas que até então não havia feito por merecer. - Não quero ser rude com a senhorita, mas...
- Não se preocupe, pequenino. - A voz, que não havia pronunciado palavra alguma desde a sua chegada me acalmou e me fez recuar, não por medo, mas por respeito; não pelo homem com gordura excessiva, sobressaindo de sua camisa com uma curta vara em sua mão para me castigar, o qual eu não tinha visto até o gesto e o olhar intimidador da jovem, ates de voltar novamente com os olhos caridosos para mim. - Não quero vos machucar, sou apenas uma mulher que não pode ter filhos, embora os deseje tão fundo em meu coração.
_ Meu coração bateu forte, embora entristecido com o que ela falara, pois ainda estava demasiado preocupado com minha irmã, mas acabei me prostrando ao seu lado, uma vez que ela parara de chorar e agora estava com uma semblante empático para com a mulher.
_ Com um sorriso resplandescente e acolhedor, ela olhou para o homem, que abaixou e colocou sua testa junto à testa de minha irmã e, mais uma vez, senti uma vontade repentina de intervir, mas fui paralisado pelos olhos da garota que agora me examinava com ternura e o ainda presente sorriso, que sessou com as palavras que soaram zombeteiras.
- Já temos um veredito, não é mesmo, Megalus? - Ela se virou e, então, voltou para a pequenina. - Você se chamará Giovanna, cujo nome significa 'A Graça de Deus', pois vocês é quem agraciará nossa vida com sua luz e radiância; enquanto você, que se mostrou fiel à sua irmã, devolvendo o recíproco amor e proteção, será chamado de Adrian, que para alguns significa Aquele que vem da água; enquanto, para mim, mostra algo mais antigo, um medo que traz em seu âmago, será 'aquele que é escuro'.
_ Como disse, eu era inocente e não tinha discernimento para compreender muitas coisas; e este nome era um deles. Mas isto é algo que não demorou para descobrir, mas que no momento estava confuso e me tomava a mente, enquanto observava ambos juntos ao meu, até então, dono negociando a compra dos, como costumávamos nos chamar as risadas quando não havia ninguém perto e podíamos rir, gados.
_ Como esperado, o vendedor cobrou bem mais do que cobraria de outras pessoas, pelo demasiado interesse de nossos novos 'pais'. Um adjetivo que cairia muito bem as bondosas pessoas que decidiram adotas as criaturas desnutridas.
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O Novo Parceiro
Ransés Stratico
quinta-feira, 8 de março de 2018
_
Cernunnos Taurus conferiu o andar debaixo, enquanto andava com seu
corpo pesando sobre os pés, devido ao dia cansativo que teve. E ao
chegar em seu quarto, se sentou na cama, abrindo seu laptop e começou
a escrever mais uma página em seu diário, conforme sugerido pela
psicóloga da companhia onde trabalha.
-
Março
08, 2018
_
Hoje, finalmente ‘conheci’ meu novo parceiro e, para minha
surpresa, não era tão estranho assim. Afinal, já havia conhecido o
Slayer Farlight de missões passadas, digamos que foi uma breve
passagem em meu histórico; porém, ele está um pouco mais alto e
mais peludo, uma vez que se tornou um Garou.
_
O dia foi muito corrido no trabalho e tivemos que fazer alguns
procedimentos de treinamento e qualificação para estarmos aptos a
trabalhar em equipe, conforme exige o regulamento de nossa companhia.
_
Também obtive um treinamento profundo sobre os Garous, suas formas e
influência na sociedade Cainita. Tal qual a nova flexibilidade dos
mesmo ao se misturarem com as crias de Caim, em prol de uma nova
sociedade. Até agora, não acredito que estou escrevendo algo tão
abominável quanto a isto; os tempos mudaram.
_
Depois deste estudo instrutivo sobre os Garous e sua nova sociedade,
fui obrigado e voltar para a academia, onde tivemos novos
treinamentos, relacionados a como ocultar seu cheiro a ponto de ser
imperceptível para outro Garou ou Cainita.
_
Após terminar nosso treinamento diário, registramos nosso relatório
nos bancos de dados da companhia, conforme fomos instruídos. Devo
assumir que não fomos os melhores, mas sobrevivemos a mais uma dia e
para comemorar este reencontro e a parceria, nada melhor que uma
cerveja não é mesmo?
_
Acredito que bebemos um pouco demais, pelo menos, eu acredito que
tenhamos passado um pouco do limite. Por fim, o Sr. Farlight acabou
adormecendo na mesa da cozinha, onde receio que ainda estar.
_
Amanhã, teremos mais treinamento e eu deveria estar deitado, pois
receio que a dor de cabeça tornará tudo mais complicado.”
_
Cernunnos correu o olho por cada linha, analisando com atenção o
conteúdo do diário, corrigindo seus erros gramaticais, enquanto
termina a última lata de cerveja, com a qual subiu para se deitar,
alegando não poder desperdiçar. Então, quando terminada a
correção, amaçou a lata e deixou em cima do criado mudo próximo a
cama e apagou o pequeno abajur e deixando seu corpo cair pesadamente
na cama, adormeceu antes mesmo que pudesse pensar em mais alguma
coisa.
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O Ladrão de Lumen
Ransés Stratico
domingo, 4 de março de 2018
_
Neste domingo, dia 04 de Março, um jovem foi preso ao invadir uma
residência em um bairro nobre, localizado no Quinto dos Infernos,
portando 30 litros de Lumens e 12 litros de sangue, os quais informou
ser para uso próprio, sem a finalidade de contrabandear.
_
Os policiais têm a suspeita do envolvimento de uma gang perigosa com
o furto dos líquidos e está investigando o ocorrido, atrás de
evidências que possam comprovar o fato supracitado.
_
O menor, que já tem passagem na delegacia por venda de Lumens e
Vitae batizados, como chamado pelos jovens – com drogas em sua
composição -, será julgado pelo crimes de Violação de Domicílio,
Furto e Contrabando de Produtos roubados.
_
Em contato com os proprietários da casa estão inconformados com a
injustiça e foram bem claro quanto à esperança por justiça, como
pode ver no depoimento a seguir.
“Au au auau auauauau auuuuuuuu au au au au auu au auuauauau”- Depoimento de um Lycan que por motivos de segurança, pediu que sua identidade não fosse revelada
.
_
O vizinhos disseram ouvir muito barulhos vindo da residência, que
foram comparados a de um animal com raiva quebrando os móveis e
alguns miados. Ainda não há informações se estes barulhos tem
alguma relação com o garoto.
_
Todos os tanks e prismas apreendidos com o indivíduo terão a
integridade verificada e serão devolvidos aos seus respectivos
donos, uma vez que o furto possa ter ocorrido em outras casas da
região.
_
Segundo o responsável pela apreensão, o jovem Garou já estava
sendo acompanhado, pelo mesmo, que o seguia a paisano, mantendo uma
distância segura, para não comprometer a investigação. Após
aproximadamente três meses, foi constatado que as suspeitas foram
confirmadas e possibilitou a prisão temporária até a decisão
judicial.
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